Espelho


04/03/2010


Aos amigos e leitores do meu blog:

Desculpem a demora para uma nova publicação, mas era falta de inspiração mesmo, do que discutir. Mas agora que ingressei na universidade, penso que isso não será mais desculpas. Me proponho a publicar algumas redações minhas que eu desenvolver para a minha formação aqui também.

E hoje venho publicar a primeira direcionada à disciplina de Ecologia Geral. O tema era "Os impactos humanos no mundo natural". Bem, alguns me conhecem e sabem que as vezes eu me empolgo um pouco ao falar disso então não hesitem em ler esse texto, visto que ele carrega muitas informações interessantes e talvez com ele eu possa acender no leitor também a esperança de sairmos desse monte de catástrofes naturais em respostas a ação humana sobre a natureza. Espero que aproveitem, é um texto de opiniões jovens ainda, mas com um foco muito claro: "o conservacionismo".

Um descanso à Mão de Midas

Falar sobre os impactos do homem na natureza, ou seja, tratar sobre a "Ecologia Social" não tem como deixar de lado alguns tópicos negativos como: o desmatamento, a extinção, a poluição e o aquecimento global; mas alguns positivos também como:  o conservacionismo o ecologismo e claro, o tão idealizado, “Desenvolvimento Sustentável”.

Mas a pergunta para começar essa discussão seria: desde quando o homem atua sobre a natureza? Saber um pouco de história, ou melhor, de pré-história é um bom começo para se alcançar uma resposta.

 Muito antigamente, já podemos afirmar que o homem causava impactos sobre a natureza, mas como qualquer outro animal irracional: "racionalmente". Soa contraditório, mas seria o mesmo que dizer "economicamente", isto é, usar o que tem para sobreviver. Registros já confirmaram que o homem nômade usufruia da natureza apenas para o que fosse necessário à sua sobrevivência. Quando este tornou-se sedentário e dominou o uso do fogo, ainda sim  continuou fazendo um uso não abusivo da natureza.

Então, sem mais delongas e chegando logo ao estopim desse tema, o estudo do homem e a sua relação com o meio através dos impactos ambientais veio se aprofundar no século XX com a conscientização do que ele estava fazendo desde a primeira Revolução Industrial: esquecendo de sua "casa" em troca de seus bens materiais.

E é a partir do uso das grandes máquinas sob o regime capitalista, que é possível dizer que o homem tem passado pelo descompasso entre suas necessidades psicológicas (vendidas pela mídia) e fisiológicas, o que tem causado um grande problema para boa parte da biosfera, pois é nesse contexto que encaixamos temas como o crescente desmatamento, que tem posto em risco espécies endêmicas e extinguido outras, que junto com a poluição, principalmente a atmosférica com o gás carbônico, têm acelerado e intensificado o processo natural do efeito estufa.

Nem é preciso explorar muito os prejuízos disso tudo pois o homem já tem sentido a resposta disso na pele: a frequência de catástrofes naturais aumentou muito de um tempo pra cá. Alguns até ousam afirmar que, por essas serem naturais, independem das ações do homem. E é nessas horas que atestamos uma triste sociedade ignorante que ainda vive neste planeta.

Por outro lado, ainda temos esperanças no tipo contrário de sociedade. Aqueles que pensam sobre o caos para o qual estamos caminhando e se preocupa seriamente com isso. E é aí que conversaremos sobre os impactos positivos do homem sobre o que é natural.

O bem e o mal sempre têm caminhando juntos. Então, no século XIX, junto com as máquinas, já existiam alguns naturalistas que se movimentavam a fim de conter a destruição de algumas áreas degradadas. Mas a luta pela conservação da natureza, através de grupos de pessoas que conhecemos como ‘’conservacionistas”, se consolidou mesmo em meados do próximo século coma  criação da União Internacional para a Conservação da Natureza e de seu Recursos (UICN), na suíça. Estes e os ecologistas fazem parte de uma parcela da população que tem procurado causar impactos positivos à natureza, e para tanto, procuram obter conhecimento na área ecológica e já tem levado isso pra área política com a criação do Partido Verde, por exemplo, e com a proposta do desenvolvimento sustentável juntamente com as ciências econômicas.

Desta forma, e sabendo que áreas de estudo, as quais enfocam mecanismos favoráveis a não degradação ambiental, têm sido mais procuradas hoje em dia, podemos afirmar que o ser humano tem procurado reverter alguns danos causados pela sua vontade de transformar em ouro tudo o que toca. E nesse caminhar, penso que podemos ver uma luz no alto deste poço de cimento que a humanidade entrou; e mais: com as novas tecnologias temos condições para sair dele, basta querer.

obs.: gostando ou não, comentem em galera =]; afinal isso que nos motiva escrever. Abraços

 

Escrito por bruno_onurb às 22h48
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01/01/2010


Eu, de uns tempos pra cá, tenho me preocupado muito com meu eu.. vocês devem ter notado! E realmente, isso é algo muito necessário pois nós passamos por várias mudanças a todo momento, e se não ficarmos de olhos abertos, podemos nos perder facilmente, nos entregar pra vida sem ter um pé no chão se quer, e quando vemos... já era! E esse ano promete: vou me lançar, vou arriscar, fazer todo o possível pra ser feliz e amar muito, mas como disse: sonhando menos um pouco, aliás sou meio taurino não é mesmo?

Então, reativei meu blog hoje (01/01/2010)... com um significado muito simples: me proponho a discutir comigo mesmo (como no blog anterior) tudo aquilo que me leva a questionamentos interessantes e que, com certeza me ajudarão no meu crescimento e no meu autoconhecimento e ma procura do meu equilíbrio. Não quero me ver nem como rei, muito menos como mendigo. Quero me ver como eu sou.

Então como motivador do meu blog, lanço o tema principal dele: ESPELHO. Lógico que buscarei outras discussões, mas vou tentar fazer com que tudo gire em torno disso.

E pra fechar esse primeiro post convido aos leitores à leitura desse fragmento machadiano:

"(...)Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para entro... Espantem-se à vontade, podem ficar de boca aberta, dar de ombros, tudo; não admito réplica.(...)A alma exterior pode ser um espírito, um fluido, um homem, muitos homens, um objeto, uma operação. Há casos, por exemplo, em que um simples botão de camisa é a alma exterior de uma pessoa; - e assim também a polca, o voltarete, um livro, uma máquina, um par de botas, uma cavatina, um tambor, etc. Está claro que o ofício dessa segunda alma é transmitir a vida, como a primeira; as duas completam o homem, que é, metafisicamente falando, uma laranja. Quem perde uma das metades, perde naturalmente metade da existência; e casos há, não raros, em que a perda da alma exterior implica a da existência inteira.(...)Agora, é preciso saber que a alma exterior não é sempre a mesma(...)muda de natureza e de estado. (...) Pela minha parte, conheço uma senhora, - na verdade, gentilíssima, - que muda de alma exterior cinco, seis vezes por ano.(...)Eu mesmo tenho experimentado dessas trocas(...). Tinha vinte e cinco anos, era pobre, e acabava de ser nomeado alferes da Guarda Nacional(...).Minha mãe ficou tão orgulhosa! tão contente! Chamava-me o seu alferes. Primos e tios, foi tudo uma alegria sincera e pura. Na vila, note-se bem, houve alguns despeitados; choro e ranger de dentes, como na Escritura; e o motivo não foi outro senão que o posto tinha muitos candidatos e que esses perderam. Suponho também que uma parte do desgosto foi inteiramente gratuita: nasceu da simples distinção. Lembra-me de alguns rapazes, que se davam comigo, e passaram a olhar-me de revés, durante algum tempo. Em compensação, tive muitas pessoas que ficaram satisfeitas com a nomeação; e a prova é que todo o fardamento me foi dado por amigos(...). E sempre alferes; era alferes para cá, alferes para lá, alferes a toda a hora. Eu pedia-lhe que me chamasse Joãozinho, como dantes; e ela abanava a cabeça, bradando que não, que era o "senhor alferes"(...). Na mesa tinha eu o melhor lugar, e era o primeiro servido. Não imaginam. Se lhes disser que o entusiasmo da tia Marcolina chegou ao ponto de mandar pôr no meu quarto um grande espelho, obra rica e magnífica(...). O certo é que todas essas coisas, carinhos, atenções, obséquios, fizeram em mim uma transformação, que o natural sentimento da mocidade ajudou e completou(...). O alferes eliminou o homem. Durante alguns dias as duas naturezas equilibraram-se; mas não tardou que a primitiva cedesse à outra; ficou-me uma parte mínima de humanidade. Aconteceu então que a alma exterior, que era dantes o sol, o ar, o campo, os olhos das moças, mudou de natureza, e passou a ser a cortesia e os rapapés da casa, tudo o que me falava do posto, nada do que me falava do homem. A única parte do cidadão que ficou comigo foi aquela que entendia com o exercício da patente; a outra dispersou-se no ar e no passado." - Trecho da obra O espelho de Machado de Assis.

ps.: se curtiram, procurem-no na internet para lê-lo todo, vale a pena. e não percamos nossa essência. =]

Escrito por bruno_3137 às 15h27
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